Do pioneirismo ao pódio mundial: a trajetória do Sambo brasileiro
O Sambo brasileiro vive, em 2026, um dos momentos mais importantes de sua história. O esporte que começou sua trajetória internacional com uma estrutura ainda pequena, sustentado pelo esforço dos fundadores da Confederação, dirigentes, atletas e técnicos pioneiros, chegou aos últimos anos com campeões Pan-Americanos, uma medalha inédita em Campeonato Mundial e quatro medalhas individuais no Mundial de Beach Sambo realizado no Brasil.
Essa evolução, porém, não aconteceu de uma hora para outra. É resultado de uma sucessão de gerações. Antes dos títulos recentes de Priscila Rodrigues de Souza e Gustavo Assis, houve atletas que aceitaram representar o Brasil quando o Sambo ainda buscava espaço e reconhecimento internacional.
Marcos de Campos Albuquerque ocupa uma posição histórica especial
Em 2008, ele representou o Brasil no Campeonato Mundial de Sambo realizado em São Petersburgo, na Rússia. A participação é apontada no histórico institucional da CBSA como parte importante do processo de construção da presença brasileira no cenário internacional. Mais do que um resultado isolado, aquela participação representou a abertura de uma porta. O Brasil começava a aparecer em um cenário dominado por países com tradição muito maior no Sambo.
Rafael Miranda e Yan Amaral: os primeiros medalhistas do Brasil
Rafael Miranda e Yan Amaral fazem parte da primeira geração de atletas brasileiros a conquistar medalhas em Campeonatos Pan-Americanos de Sambo. Em 2013, Rafael conquistou o bronze no Combat Sambo até 74 kg, enquanto Yan Amaral também ficou com o bronze, na categoria até 82 kg. Essas conquistas representaram um marco para o Sambo brasileiro, mostrando que o país começava a ocupar espaço no pódio internacional. Mais do que medalhas, seus resultados abriram caminho para novas gerações e ajudaram a construir a história competitiva do Sambo no Brasil.
Outro nome dessa fase é Valmir da Silva. Sua importância ultrapassa a condição de atleta: Valmir participou da formação e disseminação técnica do Sambo no país, tornou-se instrutor internacional Master Nível I certificado pela FIAS e também atuou na formação de atletas e como técnico de Combat Sambo.
Márcio Monteiro Melo: um dos pioneiros que ajudaram a construir o Sambo brasileiro
Márcio Monteiro Melo integra a geração de atletas pioneiros que ajudaram a consolidar a presença do Sambo brasileiro no cenário internacional. Em 2015, no Campeonato Pan-Americano realizado na Nicarágua, conquistou a medalha de bronze no Combat SAMBO até 62 kg. No ano seguinte, voltou ao pódio continental, em Assunção, no Paraguai, conquistando a medalha de prata no Combat SAMBO até 57 kg. Mesmo sem alcançar o ouro, sua atuação recebeu grande destaque pela qualidade técnica, desempenho e competitividade, tornando-se uma referência daquela geração e parte importante da história do Sambo brasileiro. Márcio se tornou instrutor internacional certificado pela FIAS em 2013.
Em 2016, em Assunção, no Paraguai, Rai Dias escreveu uma das primeiras páginas douradas da história internacional do Sambo brasileiro. Aos 52 kg do Sport SAMBO, o brasileiro conquistou o título Pan-Americano, resultado que se tornou um marco na trajetória da modalidade no país. No mesmo campeonato, Rai ainda voltou ao pódio no Combat SAMBO, com a medalha de prata.
A trajetória de pioneirismo também passa por Yuri Turchetto, que representa uma geração responsável por transformar a participação brasileira em presença competitiva regular nos campeonatos continentais. Yuri conquistou bronze no Combat Sambo em 2018 e, em 2019, em campeonatos Pan-Americanos, chegou ao pódio duas vezes: prata no Combat Sambo e bronze no Sport Sambo. Os registros da FIAS também mostram sua participação no Mundial de 2018.
Yuri é, portanto, uma ponte entre os pioneiros e a geração que posteriormente levaria o Brasil a resultados ainda maiores.
A primeira geração de medalhistas
A partir de 2013, os resultados brasileiros começam a aparecer com maior frequência nos registros oficiais da Federação Internacional de Sambo (FIAS).
No Pan-Americano de 2013, Rafael Miranda conquistou bronze no Combat Sambo até 74 kg, enquanto Yan Amaral ficou com o bronze nos 82 kg. Esses resultados ajudaram a consolidar a presença brasileira no pódio continental.
Em 2016 surgiu outro momento importante. Em Assunção, no Paraguai, Rai Dias conquistou o ouro no Sport Sambo até 52 kg, enquanto também ganhou prata no Combat Sambo. Márcio Monteiro ficou com a prata no Combat 57 kg e Rafael Carneiro conquistou bronze no Combat 82 kg.
Rai Dias tornou-se, assim, um dos primeiros grandes nomes da geração de campeões continentais brasileiros.
Nos anos seguintes, atletas como Diogo Duarte, Cássio Junior, Cássio Lisboa e Yuri Turchetto mantiveram o Brasil no pódio.
Em 2018, Cássio Junior foi vice-campeão no Sport Sambo 90 kg e bronze no Combat Sambo da mesma categoria. Rai Dias ganhou prata no Sport 52 kg e bronze no Combat 52 kg, enquanto Yuri Turchetto ficou com bronze no Combat 82 kg.
Em 2019, Yuri voltou ao pódio com prata no Combat Sambo 82 kg, enquanto Cássio Lisboa conquistou bronze no Sport Sambo 90 kg.
A transição para uma nova geração
A década seguinte trouxe novos nomes.
Herval Antunes, Danilo Tavares, Everton Bespalez, Lucas Lima, Marcos Reis e Nicolas Solano Lopes participaram de uma fase de transição que preparou o caminho para o salto de resultados observado a partir de 2024. O levantamento da FIAS registra, entre outros resultados, o ouro de Herval Silva no Sport Sambo +98 kg em 2022, a prata de Everton Bespalez no Combat 88 kg e os pódios de Danilo Tavares.
Em 2023, Lucas Lima conquistou o ouro no Sport Sambo 98 kg, enquanto Marcos Reis conquista prata e Nicolas Solano Lopes fica com bronze em suas categorias.
Era o prenúncio de uma mudança de patamar.
2024: o salto de escala
O ano de 2024 pode ser considerado um divisor de águas.
Pela primeira vez, o Brasil sediou um Campeonato Pan-Americano de Sambo. Realizado em Cuiabá, Mato Grosso, o evento reuniu representantes de 22 países, proporcionando ao Brasil uma oportunidade inédita de competir em casa, em grande escala, e de mostrar a força e o crescimento do Sambo brasileiro no cenário internacional. No Sport Sambo, o Brasil teve títulos de Vinícius Abreu, Priscila Rodrigues de Souza e Gustavo Assis. Mateus Gonçalves conquistou prata, enquanto Gabriel dos Anjos, Natassia dos Anjos e Rakel Santos também chegaram ao pódio.
No segundo dia, vieram ainda prata de Lorena Arruda, bronze de Sofia Moreira, prata de Tiagor Ricardo e bronze de Lívia Gomes de Arruda.
No Beach Sambo, o Brasil teve uma atuação ainda mais expressiva: Natassia dos Anjos, Gabriel dos Anjos e Felipe Oliveira conquistaram ouro, enquanto Rakel Santos, Priscila Rodrigues e Nicolas Solano Lopes ficaram com bronze. O Brasil também venceu a competição por equipes.
A CBSA contabilizou 22 medalhas brasileiras no Pan-Americano de 2024, número que marcou a dimensão alcançada pelo Sambo nacional naquele campeonato.
2025: o Brasil chega ao pódio mundial
Em 2025, a evolução ganhou dimensão mundial.
No Pan-Americano de Guayaquil, o Brasil conquistou títulos no Sport Sambo e no Beach Sambo. Gustavo Assis foi campeão do Sport Sambo 98 kg; Priscila Rodrigues de Souza venceu o +80 kg; Vinícius Abreu ganhou o +98 kg; e Nicolas Solano Lopes foi campeão dos 88 kg.
No Beach Sambo, a FIAS confirmou os títulos de Nicolas Solano Lopes, Vinícius Abreu e Priscila Rodrigues de Souza.
Mas o principal capítulo daquele ano aconteceu no Campeonato Mundial de Bishkek, no Quirguistão.
Priscila Rodrigues de Souza conquistou a medalha de bronze no Sport Sambo +80 kg: segundo o histórico da CBSA, a primeira medalha brasileira em um Campeonato Mundial de Sambo.
O resultado está registrado oficialmente pela FIAS. A conquista de Priscila transformou uma longa trajetória de participações e medalhas continentais em uma presença efetiva no pódio mundial.
2026: Brasil confirma a nova fase
Em 2026, a geração atual continuou ampliando os resultados.
No Pan-Americano de Alajuela, Costa Rica, Priscila Souza conquistou o ouro no Sport Sambo +80 kg, chegando ao seu terceiro título Pan-Americano na modalidade. A própria FIAS destacou a marca.
Gustavo Assis conquistou prata no Sport Sambo +98 kg. No Beach Sambo, Gustavo voltou a conquistar o título continental, enquanto Priscila também venceu sua categoria. Com isso, ambos ampliaram suas respectivas coleções de títulos Pan-Americanos.
Mas o grande acontecimento internacional de 2026 ocorreu novamente no Brasil. Entre 12 e 13 de setembro, Caraguatatuba, em São Paulo, recebeu pela primeira vez na história o Campeonato Mundial de Beach Sambo. O evento reuniu atletas de 24 países. E o Brasil voltou a subir ao pódio:
- Juscelino Junior conquistou a medalha de prata nos +88 kg.
- Nilton Santos ficou com o bronze nos 58 kg.
- Carlos Magno da Silva Donato conquistou bronze nos 71 kg.
- Thays Marinho ganhou bronze nos 50 kg feminino.
No total, foram quatro medalhas individuais brasileiras: uma prata e três bronzes. O resultado tem um significado especial porque essas medalhas foram conquistadas justamente na primeira edição do Mundial de Beach Sambo realizada no Brasil.
A linha do tempo das medalhas brasileiras
| Ano | Competição | Atleta | Modalidade / categoria | Resultado |
|---|---|---|---|---|
| 2008 | Mundial – São Petersburgo | Marcos Albuquerque | Sambo | Participação brasileira histórica |
| 2013 | Pan-Americano – Panamá | Rafael Miranda | Combat 74 kg | Bronze |
| 2013 | Pan-Americano – Panamá | Yan Amaral | Combat 82 kg | Bronze |
| 2016 | Pan-Americano – Assunção | Rai Dias | Sport 52 kg | Ouro |
| 2016 | Pan-Americano – Assunção | Rai Dias | Combat 52 kg | Prata |
| 2016 | Pan-Americano – Assunção | Márcio Monteiro | Combat 57 kg | Prata |
| 2016 | Pan-Americano – Assunção | Rafael Carneiro | Combat 82 kg | Bronze |
| 2017 | Pan-Americano – Colômbia | Diogo Duarte | Sport 82 kg | Bronze |
| 2018 | Pan-Americano – Acapulco | Rai Dias | Sport 52 kg | Prata |
| 2018 | Pan-Americano – Acapulco | Cássio Junior | Sport 90 kg | Prata |
| 2018 | Pan-Americano – Acapulco | Yuri Turchetto | Combat 82 kg | Bronze |
| 2018 | Pan-Americano – Acapulco | Rai Dias | Combat 52 kg | Bronze |
| 2018 | Pan-Americano – Acapulco | Cássio Junior | Combat 90 kg | Bronze |
| 2019 | Pan-Americano – Santo Domingo | Yuri Turchetto | Combat 82 kg | Prata |
| 2019 | Pan-Americano – Santo Domingo | Yuri Turchetto | Sport 82 kg | Bronze |
| 2019 | Pan-Americano – Santo Domingo | Cássio Lisboa | Sport 90 kg | Bronze |
| 2021 | Pan-Americano | Herval Antunes | +98 kg | Bronze |
| 2022 | Pan-Americano – Costa Rica | Herval Silva | Sport +98 kg | Ouro |
| 2022 | Pan-Americano – Costa Rica | Danilo Tavares | Sport 58 kg | Bronze |
| 2022 | Pan-Americano – Costa Rica | Everton Bespalez | Combat 88 kg | Prata |
| 2022 | Pan-Americano de Beach Sambo | Danilo Tavares | Beach 58 kg | Bronze |
| 2023 | Pan-Americano – Rep. Dominicana | Lucas Lima | Sport 98 kg | Ouro |
| 2023 | Pan-Americano – Rep. Dominicana | Marcos Reis | Sport 71 kg | Bronze |
| 2023 | Pan-Americano – Rep. Dominicana | Nicolas Solano Lopes | Sport 88 kg | Bronze |
| 2024 | Pan-Americano – Cuiabá | Vinícius Abreu | Sport +98 kg | Ouro |
| 2024 | Pan-Americano – Cuiabá | Priscila Rodrigues | Sport +80 kg | Ouro |
| 2024 | Pan-Americano – Cuiabá | Gustavo Assis | Sport 98 kg | Ouro |
| 2024 | Pan-Americano – Cuiabá | Mateus Gonçalves | Sport 88 kg | Prata |
| 2024 | Pan-Americano – Cuiabá | Gabriel dos Anjos | Sport 71 kg | Bronze |
| 2024 | Pan-Americano – Cuiabá | Natassia dos Anjos | Sport 59 kg | Bronze |
| 2024 | Pan-Americano – Cuiabá | Rakel Santos | Sport 72 kg | Bronze |
| 2024 | Pan-Americano – Cuiabá | Lorena Arruda | Sport 54 kg | Prata |
| 2024 | Pan-Americano – Cuiabá | Sofia Moreira | Sport 80 kg | Bronze |
| 2024 | Pan-Americano – Cuiabá | Tiagor Ricardo | Combat +98 kg | Prata |
| 2024 | Pan-Americano – Cuiabá | Lívia Gomes de Arruda | Combat 72 kg | Bronze |
| 2024 | Pan-Americano de Beach Sambo | Natassia dos Anjos | Beach 59 kg | Ouro |
| 2024 | Pan-Americano de Beach Sambo | Gabriel dos Anjos | Beach 71 kg | Ouro |
| 2024 | Pan-Americano de Beach Sambo | Felipe Oliveira | Beach +88 kg | Ouro |
| 2024 | Pan-Americano de Beach Sambo | Rakel Santos | Beach 72 kg | Bronze |
| 2024 | Pan-Americano de Beach Sambo | Priscila Rodrigues | Beach +72 kg | Bronze |
| 2024 | Pan-Americano de Beach Sambo | Nicolas Solano Lopes | Beach 88 kg | Bronze |
| 2024 | Pan-Americano de Beach Sambo | Brasil | Equipes | Ouro |
| 2025 | Pan-Americano – Equador | Priscila Rodrigues | Sport +80 kg | Ouro |
| 2025 | Pan-Americano – Equador | Gustavo Assis | Sport 98 kg | Ouro |
| 2025 | Pan-Americano – Equador | Vinícius Abreu | Sport +98 kg | Ouro |
| 2025 | Pan-Americano – Equador | Nicolas Solano Lopes | Sport 88 kg | Ouro |
| 2025 | Pan-Americano de Beach Sambo | Priscila Rodrigues | Beach +72 kg | Ouro |
| 2025 | Pan-Americano de Beach Sambo | Vinícius Abreu | Beach +88 kg | Ouro |
| 2025 | Pan-Americano de Beach Sambo | Nicolas Solano Lopes | Beach 88 kg | Ouro |
| 2025 | Pan-Americano – Equador | Gabriel Felsky | Sport | Bronze |
| 2025 | Mundial – Bishkek | Priscila Rodrigues de Souza | Sport +80 kg | Bronze |
| 2026 | Pan-Americano – Costa Rica | Priscila Souza | Sport +80 kg | Ouro |
| 2026 | Pan-Americano – Costa Rica | Gustavo Assis | Sport +98 kg | Prata |
| 2026 | Pan-Americano de Beach Sambo – Costa Rica | Priscila Souza | Beach +72 kg | Ouro |
| 2026 | Pan-Americano de Beach Sambo – Costa Rica | Gustavo Assis | Beach +88 kg | Ouro |
| 2026 | Mundial de Beach Sambo – Caraguatatuba | Juscelino Junior | +88 kg | Prata |
| 2026 | Mundial de Beach Sambo – Caraguatatuba | Nilton Santos | 58 kg | Bronze |
| 2026 | Mundial de Beach Sambo – Caraguatatuba | Carlos Magno da Silva Donato | 71 kg | Bronze |
| 2026 | Mundial de Beach Sambo – Caraguatatuba | Thays Marinho | 50 kg | Bronze |
Uma história construída por gerações
A história do Sambo brasileiro pode ser entendida como uma passagem de bastão entre gerações.
Marcos Albuquerque representa a fase em que era necessário colocar o Brasil no mapa internacional.
Valmir da Silva simboliza a geração que ajudou a preservar, ensinar e transmitir o conhecimento técnico, formando praticantes e novos atletas.
Rafael Miranda, Yan Amaral, Rai Dias, Márcio Monteiro, Rafael Carneiro, Diogo Duarte e Cássio ajudaram a transformar participação internacional em medalhas.
Yuri Turchetto representa uma geração de transição e consolidação. Seus pódios continentais demonstram que o Brasil já não estava apenas participando: estava competindo por posições de destaque.
Depois vieram Herval Antunes, Herval Silva, Danilo Tavares, Everton Bespalez, Lucas Lima, Marcos Reis e Nicolas Solano Lopes, preparando uma nova fase.
E então surgiu a geração que elevou o patamar internacional do país: Vinícius Abreu, Priscila Rodrigues de Souza, Gustavo Assis, Gabriel dos Anjos, Natassia dos Anjos, Rakel Santos, Felipe Oliveira e os demais atletas que passaram a disputar títulos continentais e pódios mundiais.
A trajetória de Priscila Rodrigues representa um capítulo profundamente simbólico para o esporte brasileiro.
Consagrada em competições continentais, a atleta alcançou o ápice em 2025 ao conquistar a primeira medalha do Brasil em um Campeonato Mundial de Sport Sambo. Em 2026, reafirmou seu favoritismo ao conquistar o tricampeonato no Sport Sambo e o bicampeonato no Beach Sambo no Campeonato Pan-Americano. Priscila também inscreveu seu nome na história dos BRICS Games ao conquistar a medalha de bronze, garantindo o primeiro pódio do Brasil no evento multiesportivo, que reuniu uma delegação nacional de 120 atletas de diferentes modalidades.
Gustavo Assis, por sua vez, consolidou-se entre os principais nomes brasileiros da geração atual, com título Pan-Americano em 2024, ouro no Sport Sambo em 2025 e, em 2026, prata no Sport e ouro no Beach Sambo.
E o Mundial de Beach Sambo de Caraguatatuba fechou o ciclo mais recente com quatro brasileiros no pódio.
O resultado de quase duas décadas é uma história que não pertence a uma única geração. Ela foi construída por atletas que abriram caminhos, por professores que mantiveram o conhecimento vivo, por dirigentes que estruturaram o esporte e por competidores que transformaram essa construção em resultados.
Do Mundial de Marcos Albuquerque em 2008 ao pódio mundial de Priscila em 2025 e às quatro medalhas brasileiras no Mundial de Beach Sambo de 2026, o Sambo brasileiro deixou de ser apenas uma modalidade em busca de reconhecimento para se tornar uma presença consolidada no cenário internacional.
A medalha mundial de Priscila e os quatro pódios de Caraguatatuba não representam o início dessa história. Representam, até aqui, o resultado de uma trajetória construída por muitas gerações.